Uma Palavra Amiga

Jesus: uma pessoa de coragem

19 de Abril
E aquele homem foi e anunciou aos Judeus que Jesus era o que o curara. E, por esta causa, os Judeus perseguiram a Jesus, e procuravam matá-lo, porque fazia estas coisas no sábado. E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os Judeus, ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era o seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. João 5:15-18
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Prossegue o conflito entre Jesus e os dirigentes judaicos. Não meramente por causa do Sábado, mas porque Ele estava a assumir as prerrogativas de Deus na definição do que era lícito fazer no dia santo. E neste ponto temos de ser muito claros: Jesus, no Novo Testamento, nunca rejeitou o Sábado. O que Ele põe de lado é a forma judaica de o observar – o facto de eles fazerem de um meio de regozijo e de graça um fardo e um jugo que ninguém conseguia aguentar.

Ao longo de todo o conflito sobre o Sábado em João 5, Jesus afirma, tanto implícita como explicitamente, ser o Messias e ser divino. Implicitamente, o próprio milagre da cura de uma pessoa que não tinha conseguido andar durante 38 anos era um sinal messiânico. O quadro que Isaías traça da nova época concretizada pelo Messias indica que “os coxos saltarão como cervos” (Isa. 35:6). A nível explícito, Jesus não Se mostra relutante em identificar, num sentido especial, Deus como Seu Pai (João 5:17). Os Seus ouvintes Judeus não tiveram problema nenhum em perceber o que Ele queria dizer – que estava “fazendo-se igual a Deus” (versículo 18). Isso tornar-se-ia ainda mais claro nos versículos seguintes, onde Jesus atribui a Si próprio as prerrogativas da ressurreição dos mortos e do julgamento – atributos que, no pensamento judaico, eram unicamente de Deus.

Foram essas afirmações que levaram passo a passo Jesus em direção à cruz. O Sábado foi simplesmente um aspeto exterior do conflito entre Jesus e os dirigentes religiosos. O âmago da questão foi que, ao reivindicar que era divino, Ele estava, aos olhos deles, a cometer blasfémia, precisamente a acusação que iriam apresentar contra Ele no decorrer dos vários julgamentos que culminaram na Sua crucificação.

Em todos os Seus atos descobrimos Jesus como uma Pessoa de uma coragem extraordinária e singular. Ele sabia que falar e agir como Ele fazia era um convite à morte, mas compreendia a Sua missão e prosseguia em frente.

Senhor, ajuda-me hoje a ter o mesmo tipo de fé em Jesus que Ele teve em Si mesmo. E dá-me forças para ter mais da Sua coragem.