Uma Palavra Amiga

Ser necessário significa ter de

21 de Junho
Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse. Marcos 8:31 (ARA)
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“Ser necessário” significa ter de. Jesus estava a dizer aos Seus discípulos que “tinha de morrer”. Na perspetiva de Jesus, a cruz não era uma opção, mas inevitável. Ele tinha vindo à Terra não só para viver uma vida sem pecado como nosso exemplo, mas “para dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10:45). “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos” (Marcos 14:24).

A morte de Cristo era essencial para o plano da salvação. Sem a Sua morte substituinte, não haveria nenhuma salvação. Devido a esta necessidade, Ele começou a ensinar claramente os discípulos. No entanto, como os acontecimentos relacionados com a Sua primeira tentativa mostram, iria ser uma tarefa difícil.

Porquê? Porque tudo nos antecedentes dos discípulos era contra isso. A noção que tinham do Messianismo ensinava claramente que o Messias “viria da posteridade de David” para “livrar em misericórdia o remanescente” do povo de Deus e, ao mesmo tempo, destruir os seus inimigos (IV Esdras 12:32-34). Ele viria “para esmagar como um cântaro do oleiro a arrogância dos pecadores; para estilhaçar toda a sua substância com uma vara de ferro; para destruir as nações ímpias com a palavra da sua boca” (Sal. de Salomão 17:23 e 24).

Os Judeus não sabiam nada sobre um Messias sofredor. Consequentemente, o anúncio de Jesus de que era necessário que Ele sofresse e morresse apanhou os discípulos totalmente desprevenidos. Nenhuma linha de pensamento poderia levá-los a concluir que era necessário Jesus morrer. Um Messias sofredor era uma impossibilidade. Não estavam preparados para um Messias que morreria para os salvar dos seus pecados. Esperavam alguém que os resgatasse dos seus opressores romanos.

E como não compreendiam a função do Messias, certamente não estavam em posição de captar o significado da Sua ressurreição – uma falha que mais tarde lhes causaria grande angústia.

As ideias preconcebidas que tinham trazido para as Escrituras cegaram os primeiros discípulos. Essa mesma dinâmica ameaça-nos a todos nós.

Ajuda-nos, Senhor, a ter olhos que vejam e corações que acreditem.